O Messianismo dos Anti-Bolsonaro

Em “The Politics of Faith and The Politics of Scepticism”, o filósofo britânico conservador Michael Oakeshott (1901-1990) identificou duas vertentes ocupando o debate político moderno: de um lado, a política de fé. Do outro, a política do ceticismo.

Em poucas palavras, Oakeshott entendia que a política de fé se baseia em um racionalismo raso que promete soluções universais em pacotes ideológicos nos quais existem respostas para tudo. A fé, aqui, não tem conexão com a religião; é a fé na Razão, a deusa da modernidade. A política de fé é a dos ideólogos, dos racionalistas delirantes.

Por outro lado, a política de ceticismo é aquela na qual existem soluções provisórias, circunstâncias e possíveis à administração civil. Mas não há respostas universais aos problemas modernos, aliás, nem todos os problemas são solúveis. A política de ceticismo é a dos conservadores que se contentam com o mundo possível ao mundo ideal.

Os liberais apressados da terrinha podem se esforçar para tentar empurrar o presidenciável Jair Bolsonaro e seus seguidores para o campo da política de fé. Bolsonaro é um nome contra o establishment, livre dos partidos, desembaraçado de obrigações para com empresários que dependem do BNDES e dos políticos na mira da Lava Jato.

Os brasileiros notaram o fato e, por isso, Bolsonaro tem arrastado multidões por onde passa, representando hoje um fenômeno popular que enraivece defensores do establishment espraiados por todos os lados do espectro político, da esquerda à direita.

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Michael Oakeshott foi soldado na 2ª Guerra Mundial. Isso assustaria alguns “conservadores de lastro” por aqui

Ocorre que o próprio Bolsonaro já declarou, incontáveis vezes, que não é um “messias”, que não tem o poder de “consertar o Brasil” e que não carrega soluções mágicas no bolso para todos os nossos problemas atuais, sejam eles econômicos ou socioculturais.

Arrogância liberal x estoicismo conservador

Os liberais, ironicamente, enxergaram nesse ceticismo político saudável de Bolsonaro uma fraqueza indesculpável. Eles não perdoam o fato de que ele não é expert em economia com soluções mágicas para a crise que enfrentamos.

E perdoam menos ainda que Bolsonaro, de maneira humilde e sensata, confesse publicamente que não é o messias, quer dizer, o especialista que os liberais estão esperando surgir em um cavalo branco com as soluções universais mágicas com as quais os racionalistas sonham.

Jair afirmou que seu papel será o de estabelecer diretrizes, formar uma equipe competente e delegar. Nenhuma mágica, mas apenas o uso do bom senso na avaliação de cada situação.

Isso, contudo, não é o bastante para os nossos liberais que, herdeiros do racionalismo iluminista e partidários da política de fé descrita por Oakeshott, esperam sempre por pacotes fechados com soluções mágicas universais para tudo.

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Os liberais não se contentam com o bom senso e o estoicismo de Jair Bolsonaro, e querem linchá-lo por isso

Nossos liberais rejeitam a postura estoica de Bolsonaro, que fala apenas em soluções circunstanciais e provisórias. Como ensinou o filósofo britânico, o racionalista exige uma solução racional para todo e qualquer problema.

O racionalista rejeita o que seria o melhor dadas as circunstâncias, ele exige apenas o melhor em termos absolutos. O racionalista pensa saber, com certeza dogmática, a “direção com a qual o mundo está se movendo”. E quer um pacote ideológico que leve a essa direção.

O Messias liberal

Nossos liberais nunca se cansam de brandir seu puritanismo ideológico. E, desta forma, crucificam Jair Bolsonaro por conta de opiniões políticas equivocadas – quem nunca as teve? –que ele manifestou em um passado já um tanto longínquo.

O terror da esquerda americana, Donald Trump, apoiou Democratas por vinte anos pouco antes de perceber que eram eles, os democratas, o problema. O seu rompimento com a esquerda foi autêntico e teve consequências de proporções globais, como se sabe.

Assim como é autêntico o rompimento de Bolsonaro com figuras que pareciam representar uma alternativa ao establishment.

Os liberais, contudo, de forma consciente ou não, preferem opções fabricadas, criadas nos departamentos de marketing de partidos que integram o establishment, que trazem uma embalagem de novidade para entregar o de sempre.

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As claques liberais aguardam o Messias, o especialista, o libertador, o nome santo ungido pelo mercado

Os liberais preferem apoiar um opositor fabricado, criado por marqueteiros, que teatralizará algo de novo e recebera aval das esquerdas, incluindo o PSDB, porque salvará o establishment.

Para os liberais, importa mais a aparência da coisa do que a coisa em si.

Foi o caso de Doria, poderia ser o caso de Luciano Huck e talvez agora seja o caso de João Amoêdo. São todos impecáveis porque são fabricados. São figuras de grupos, de partidos, e contam com a simpatia dos liberais que esperam por um messias.

São eles, os liberais, que estão rejeitando Bolsonaro em nome de alternativas fabricadas que refletem a obsessão racionalista com o melhor absoluto e a rejeição ao melhor “dadas as circunstâncias”. Os liberais são os fanáticos de seita messiânica por aqui.

Os liberais preferem aquilo que parece se aproximar da perfeição ao que é imperfeito, mas autêntico e com real legitimidade popular. São os racionalistas, puritanos, gladiadores da ideologia, que buscam um líder messiânico e ungido pelo mercado.

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Por que devemos calar o Aiatolá?

O sábio liberal Karl Popper (1902-1994) – austríaco que testemunhou de perto os males do totalitarismo – deixou aos defensores da liberdade uma lição valiosíssima, que ficou conhecida como “Paradoxo da Tolerância”.

Popper ensinou que se formos de uma tolerância desmedida para com todos, paradoxalmente, estaremos sabotando nossos próprios esforços em manter o Ocidente livre e tolerante.

Porque a tolerância ilimitada permitirá (e, na verdade, incentivará) o florescimento descontrolado dos intolerantes. E os intolerantes, por sua vez, erradicarão os tolerantes e, com eles, a própria tolerância.

“Devemos, portanto, em nome da tolerância, reivindicar o direito de não tolerar os intolerantes”, advogou Popper. O alerta foi dado em 1945, ano da publicação da sua obra magistral: “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”.

Hoje a Europa é a realização da profecia de Popper: ameaçada pelos bárbaros intramuros do fascismo islâmico que se aproveitaram das portas abertas e da permissão para manter a Sharia em seus guetos intocáveis.

PORQUE DEVEMOS CALAR O AIATOLÁ

São Paulo recebeu ontem o Aiatolá Mohsen Araki, que tem fortes e conhecidas ligações com o Hezbollah, organização terrorista que prega a destruição do Estado de Israel.

O Aiatolá é um antissemita sujo que tenta camuflar seu antissemitismo com um discurso falso de luta pelos direitos dos palestinos. Ele não se importa com os palestinos! Ele os usa para pregar o ódio contra os judeus e Israel.

Além disso, de acordo com o jornalista Claudio Tognolli, Mohsen Araki está ligado a atentados contra alvos judaicos no início dos anos 90, na Argentina:

Araki está conectado, segundo a PF, aos atentados na Argentina contra a embaixada de Israel – ocorrido em 1992 e que deixou 29 mortos – e a associação judia AMIA – de 1994, com 85 mortos – que continuam sem esclarecimento.

Os dois ataques ocorridos em Buenos Aires contra a comunidade judia, a maior da América Latina, e registrados durante o mandato do presidente Carlos Menem (1989-1999), ressurgiram na mídia com o assassinato do promotor encarregado, Alberto Nisman.

Esse rato sujo do antissemitismo entrou em nosso País sem nenhuma restrição e agora está aqui em São Paulo, à convite do Centro Islâmico no Brasil, para irradiar seu discurso de ódio sem nenhum receio.

Pois o Aiatolá deve ser IMPEDIDO de falar. Se não pelos meios legais, que parecem ter falhado, por meio de atos de desobediência civil daqueles que sabem os riscos que estamos correndo ao abrir tal precedente.

Como bem escreveu Claudia Wild, “a visita da pústula em questão será monitorada pela Polícia Federal a pedido do Ministério da Justiça, depois dos mais variados protestos”.

E mais:

“Entretanto, esta figura nefasta não deveria ser aceita nem para colocar os pés no país. Se observarem o disposto na lei de Segurança Nacional, esta seria a atitude do governo; impedir sua entrada no território nacional.”

O velho Popper sempre esteve certo. Agora o Brasil será cada vez mais submetido ao teste no qual a Europa tragicamente fracassou, resultando em ondas de mortes e terror.

Os intolerantes não podem ser tolerados ou bem vindos!

 

Retomando!

Este é o resumo do post.

Caros, estou retomando a produção de artigos neste endereço eletrônico. Em razão de compromissos profissionais, fiquei um longo período sem tempo para escrever.

E me fez falta.

Alguns amigos, gentilmente, também manifestaram o desejo de ler novos artigos de minha autoria. Pois bem, é hora da retomada. E com o compromisso de manter certa regularidade, apesar das questões profissionais

Nem preciso dizer que vou falar preferencialmente sobre política, embora possa também escrever sobre literatura, filosofia e cultura. Ou qualquer outro tema interessante…